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Como lidar com as métricas? A “bússola” do empreendedor

No mês passado dei uma entrevista, com mesmo título, para a Revista Wide e aproveito a oportunidade para reproduzir parte do conteúdo...

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No mês passado dei uma entrevista, com mesmo título, para a Revista Wide e aproveito a oportunidade para reproduzir parte do conteúdo aqui. Acredito que será muito útil para empreendedores que estão começando a trabalhar com métricas nas suas startups. Vamos a entrevista:

WIDE Por que as métricas são tão importantes especificamente para as startups?
RAFAEL CARVALHO: 
Pense em um bote salva-vidas perdido no meio da imensidão do oceano. Bem, esse é o cenário vivido por uma startup e os empreendedores muitas vezes ficam à deriva com inúmeras questões. Para onde ir? Estou avançando na direção certa ou não? Estou avançando no ritmo que deveria?

Como uma startup vive em um ambiente de extrema insegurança, é fundamental para sua sobrevivência conseguir estabelecer um processo para minimizar as incertezas, manter um histórico de progresso e conseguir aprender com erros e acertos. E é nesse ponto que as métricas provam seu valor.

Uma startup que trabalha com métricas não deixa de ser um bote salva-vidas perdido no meio do oceano. Contudo, trabalhar com métricas é o mesmo que entregar uma bússola e uma carta marítima para os empreendedores à deriva.

WIDE Existem dois tipos distintos de métricas, as de “Vaidade” e as “Acionáveis”. Poderia explicar aos nossos leitores no que consiste essas variáveis?
RAFAEL CARVALHO: 
 Costumo dizer que as métricas da “Vaidade” são aquelas usadas para mostrar que o empreendedor é “O cara”, para impressionar concorrentes e mostrar que tudo está indo bem. Toda semana sai alguma publicação na mídia com título semelhante a “Startup X alcança 1 milhão de usuários” e sempre tem uma citação ? “nós estamos indo muito bem, agora vamos em busca de um investimento de 1 milhão de reais. Diz o empreendedor W”.

Algumas perguntas que devem ser feitas: quantos usuários são realmente ativos? Qual a taxa de crescimento? Qual percentual de usuários paga pelo produto? Qual a taxa de conversão de usuário grátis para pagante?

Perceba que dizer que “possui 1 milhão de usuários” não dá nenhuma informação sobre a saúde da startup. O empreendedor pode ter realizado uma boa campanha de marketing com login integrado com Facebook e ter conseguido esses usuários em uma semana. Mas o que garante que esses usuários estão voltando? O que garante que ele está conseguindo remunerar? Isso não é divulgado e essa informação não é considerada na métrica de “1 milhão de usuários”.

Ela serve apenas para o empreendedor mostrar que está indo bem, que ele é “O cara”. Por isso é chamada métrica da “Vaidade”. Empreendedores: fujam dessas métricas.

Por outro lado, as métricas “Acionáveis” trazem informação sobre a evolução do negócio e é possível relacionar o resultado da métrica com uma ação realizada pela startup. Dizer que a taxa de crescimento de usuários semanal é de 20% e que essa taxa subiu para 30% depois de uma campanha de marketing X traz muito mais informação. É possível saber como o negócio está crescendo semana a semana, que uma boa campanha de marketing trouxe bons resultados. Agora fica fácil decidir onde investir mais: em campanhas no mesmo estilo ou não.

Essas são as boas métricas, as que ajudam o empreendedor a saber como sua startup está evoluindo e quais ações estão gerando os melhores e piores resultados.

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A entrevista completa está aqui http://www.revistawide.com.br/tecnologia/como-lidar-com-as-metricas

Alguma dúvida sobre como trabalhar com métricas na sua startup? Deixe um comentário que será um prazer ajudar.

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