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Autogerenciamento: o que é, e como fazer em 3 dicas

Se você deseja que o seu time seja mais independente e proativo, o autogerenciamento é o que você precisa. Veja como desenvolver essa...

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autogerenciamento

Você trabalha com uma equipe proativa? Ou ainda existe aquela necessidade de uma forte delegação de tarefas? O autogerenciamento visa formar equipes nas quais as pessoas conseguem gerir a si mesmas.

Essa é uma habilidade benéfica para qualquer negócio, especialmente para aqueles que trabalham no digital. Afinal, é uma forma de conquistar mais rendimento e resultados mais expressivos no trabalho que é feito.

Quer entender como funciona, quais são os principais desafios e como iniciar o autogerenciamento? Continue a leitura.

O que é o autogerenciamento e quais os benefícios

O autogerenciamento é a capacidade que temos de gerenciarmos a nós mesmos — especialmente, no local de trabalho. A pessoa que tem essa habilidade consegue administrar suas tarefas, metas e, até mesmo, as emoções.

É comum relacionar o empreendedorismo aos profissionais que praticam o autogerenciamento. No entanto, esse conceito também deve ser trabalhado com os colaboradores de qualquer negócio (independentemente do tamanho).

Isso porque ele proporcionará profissionais mais proativos e responsáveis. Por exemplo, imagine um local de trabalho no qual todos ficam esperando ordens de um líder. Agora, compare com um local no qual todos têm consciência do trabalho que deve ser feito e impõem as tarefas a si mesmo.

Com certeza, no segundo caso, a equipe será mais produtiva e motivada, pois percebe significado em seu trabalho. Isso não elimina o papel de uma liderança, pelo contrário, apenas potencializa e permite que o líder consiga ter mais tempo para pensar estrategicamente.

Veja alguns benefícios do autogerenciamento:

  • Os problemas são solucionados mais rapidamente;
  • A comunicação é mais assertiva;
  • Os processos ficam mais fluidos;
  • A equipe se torna mais proativa;
  • Diminui a procrastinação.

3 desafios do autogerenciamento de equipes

Falta de alinhamento

Não adianta querer ter uma equipe autogerenciável se não é feito um bom alinhamento de metas com determinada frequência. As pessoas precisam realmente se sentirem pertencentes à organização.

Sendo assim, a equipe estratégica deve fazer o planejamento, mas sempre alinhar com quem vai operacionalizar, a fim de entender se a meta faz sentido para aquela pessoa e como ela pode contribuir para atingir o objetivo.

Funções mal definidas

Quando falamos de negócio digital, por exemplo, é comum que ele inicie com todas as atividades centralizadas apenas no expert. Com o crescimento do negócio é que os especialistas de cada área passam a ser contratados.

Com isso, às vezes, há uma confusão de papéis, pois as pessoas tendem sempre a recorrer ao expert em qualquer situação. Portanto, é importante definir bem a função de cada pessoa dentro da empresa.

Cultura

No Brasil, existe uma cultura nas organizações na qual as pessoas acostumaram a apenas seguirem ordens. Esse é um grande desafio a ser quebrado por negócios que querem implementar o autogerenciamento.

Os profissionais costumam se sentir inseguros para tomarem as próprias decisões. Então, o empreendedor que deseja ter uma equipe autogerenciável precisará criar planos de ação para mostrar à equipe que realmente confia nela.

3 dicas para desenvolver o autogerenciamento

1.    Conheça suas forças e fraquezas

Pode parecer bobagem, mas não é. O autoconhecimento é o primeiro passo para entendermos como nós mesmos funcionamos, o que temos de bom e o que pode ser melhor. Vamos a um exemplo prático:

Dessa forma, se você se percebe como uma pessoa procrastinadora poderá pensar em métodos, além da própria motivação, para não procrastinar mais, como o método pomodoro. Ele consiste em uma divisão da jornada de trabalho em intervalos de 25 minutos.

Assim, para haver esse reconhecimento de si mesmo recomendo que faça uma análise SWOT pessoal. Com ela, você definirá as suas:

  • Forças: pontos fortes que você tem;
  • Fraquezas: aqueles pontos nos quais você precisa ser melhor;
  • Oportunidades: o que tem de favorável no seu ambiente externo;
  • Ameaças: o que tem no ambiente externo que pode te atrapalhar.

Veja como fica o quadro, na imagem abaixo:

2.    Invista em organização

Diferente de um local de trabalho no qual você recebe ordens, no autogerenciamento é preciso que as pessoas saibam fazer a própria gestão do tempo. Existem várias ferramentas que podem ajudar, como:

Faça o teste e veja com qual maneira você mais se identifica. Só não vale tentar guardar tudo na cabeça, pois, acredite, uma hora ela irá falhar e te prejudicará no ambiente de trabalho.

Se, ainda assim, você não conseguir se organizar, por ter dificuldade em definir prioridades, recomendo o uso da Matriz de Einsenhower. Ela consiste em separar as tarefas em 4 quadrantes, como na imagem abaixo:

Depois, é só dividir a tarefas dentro do seu dia, semana ou mês, conforme a imagem abaixo:

Assim tudo ficará muito mais simples de ser visualizado.

3.    Avalie seu progresso

Não existe nada mais frustrante do que realizar tarefas durante toda a semana e não parar para analisar tudo o que foi feito e conquistado. A longo prazo, essa atitude faz com que o profissional sinta que não traz resultados para a empresa.

Por isso, assim como falei sobre o alinhamento de metas, é importante que você analise frequentemente todos os avanços conquistados. Além de trazer um panorama geral, ainda norteia quais serão as próximas prioridades a serem feitas.

4.    Planeje, mas também mude de rota

Fazer bons planejamentos não significa cumpri-los à risca. Até mesmo em um simples passeio que fazemos em família mudamos de planos quando algo sai do controle (uma chuva inesperada, por exemplo), imagine em um amontoado de tarefas pelas quais você é responsável no local de trabalho.

Quando iniciamos com o processo de autogerenciamento é natural querermos controlar tudo e fazer dar certo. No entanto, em meio às circunstâncias desfavoráveis, é preciso reconhecermos que algo precisará ser mudado para que o objetivo final seja alcançado.

Então, não seja orgulhoso. Lembre-se: o objetivo final é mais importante do que o caminho percorrido para alcançá-lo.

O autogerenciamento pode ser um desafio para todos no início — de liderança à liderados —, mas, sem dúvidas, os frutos são valiosos. Além disso, como mostrei ao longo do artigo, existem formas de fazer com que esse gerenciamento próprio seja efetivo.

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